Sensibilidade sensorial no autismo
A sensibilidade sensorial descreve como sons, luzes, texturas e cheiros são processados pelo sistema nervoso — e por que, para muita gente autista, isso é diferente do esperado.
Hiper e hipossensibilidade
Esse processamento pode pender para dois lados. Na hipersensibilidade, estímulos comuns — um ambiente barulhento, uma luz fluorescente, a etiqueta de uma roupa — geram desconforto muito maior do que pareceria razoável de fora. Na hipossensibilidade, acontece o oposto: a pessoa busca ativamente estímulos mais intensos para se sentir regulada.
Não é "frescura" nem exagero: é uma diferença real de processamento sensorial, documentada na literatura e frequentemente ligada à sobrecarga em ambientes movimentados.
Sensibilidade sensorial e o rastreio
Como a experiência sensorial é uma parte central da vivência autista, instrumentos de rastreio para adultos incluem itens sobre ela. Reconhecer os próprios gatilhos sensoriais ajuda a entender padrões de cansaço e evitação que, às vezes, não tinham explicação clara.
Fontes
Tomchek, S. D. & Dunn, W. (2007). Sensory Processing in Children With and Without Autism: A Comparative Study Using the Short Sensory Profile. American Journal of Occupational Therapy, 61(2), 190–200. Ver no PubMed →
Este conteúdo é educativo e de rastreio — não constitui diagnóstico. Um resultado não confirma nem exclui nenhuma condição. Procure sempre um profissional de saúde habilitado.
