Seletividade alimentar e sensorial
A seletividade alimentar — recusar alimentos por textura, cor, cheiro ou até por não poder ver os alimentos se tocando no prato — é bem mais comum em crianças autistas.
Mais do que "só uma fase"
Raramente é "frescura" ou birra: costuma ter uma base sensorial real, ligada a como o cheiro, a textura e a aparência da comida são percebidos. Entender isso muda a forma de lidar — de "obrigar a comer" para "reduzir o desconforto sensorial".
Quando merece acompanhamento
Em casos mais extremos, a seletividade pode afetar a ingestão de nutrientes importantes, o que torna o acompanhamento com pediatra ou nutricionista relevante quando ela é muito restritiva.
Fontes
Sharp, W. G. et al. (2013). Feeding Problems and Nutrient Intake in Children with Autism Spectrum Disorders: A Meta-analysis. Journal of Autism and Developmental Disorders, 43(9), 2159–2173. Ver no PubMed →
Este conteúdo é educativo e de rastreio — não constitui diagnóstico. Um resultado não confirma nem exclui nenhuma condição. Procure sempre um profissional de saúde habilitado.
